sexta-feira, 15 de abril de 2016

A ONDA



Essa semana, algo muito estranho aconteceu comigo e me levou a repensar todo esse  momento que estamos passando e como chegamos até aqui.

Bom, eu parei de fumar e estou completando quase um ano desse (ainda difícil) feito, já que foi uma decisão racional e não, digamos, “por vontade própria” (que seja bem entendido esse posicionamento)!

Quem para de fumar engorda e eu engordei bem. Nem tanto quanto já engordei antes, em outra oportunidades, mas como desta vez eu já estava, digamos, acima do peso, estou pesando muito mais do que o “acima do peso”, anteriormente medido. Com o aumento de peso, vem a redução de suas vestimentas. A calça que não serve mais, a camisa que se tornou "capinha" de bujão de gás, as camisetas que viraram “baby look”, etc... O pior de tudo, é que você ainda acha que cabe naquilo  e, aperta daqui, alarga dali, ufa!! Um verdadeiro sufoco! Além de tudo, quem engorda acha que vai voltar ao peso anterior e acredita realmente nisso. É por isso que não compra roupas novas e usa todas aquelas que “fantasia” ainda servirem. Também, não é uma coisa muito reconfortante ir comprando logo muita roupa, pois quem para de fumar, se torna um “bebê” em crescimento, a roupa da semana passada encolhe a cada nova semana.

Infelizmente, chega o momento que nada mais no guarda-roupa lhe serve e, nessa hora, você é obrigado a usar aquilo que nunca usou, ou porque era horrível, ou porque era grande demais, ou pelas duas coisas.

É, meu dia chegou...

Esta semana olhei para o meu guarda-roupa e chorei. O que ainda servia estava lavando e o que estava limpo não servia mais, porém, o buraco negro estava ali ao lado. Após o desespero, não havia outra saída ou vestia aquilo ou não vestia nada.  A primeira opção joguei na cama, a segunda estava com umas bolinhas estranhas cheias de pelinhos, a terceira parecia que um jacaré havia abocanhado a gola da safada, mais aí, aí veio aquela que estava, literalmente, nova e do tamanho ideal. Vestimenta perfeita, caiu como uma luva (perfeita para “eu gordo” isso sim). Só tinha um problema, era “vermelha”. 

Não tem muito jeito! Fiz analogia com um Bombeiro (Bombeiro para mim, é o verdadeiro herói) e até que a camiseta escondeu minha barriguinha saliente. Mas meu sonho não demorou muito e minha mulher me jogou aquele balde de água fria.

- Vermelha?? Você vai de vermelho?
- Foi a única que, por enquanto, serviu!
- Está parecendo Petista!
- @#$%!!@#... Tchau!!

Mas ela tinha razão!  A cor vermelha ficou tão patente dos Petistas que qualquer um que hoje em dia saia de vermelho, será taxado de Petista!

Não dei bola e fui trabalhar daquele jeito mesmo. Eu já perdi toda a elegância em me vestir. Agora estou perdendo a elegância na forma de pensar (que me desculpem os petistas).

 Fui tomar café na minha padaria preferida (de óculos escuros e evitando encontrar algum conhecido) quando me deparo com uns 20 (acho que estavam entre 15 e 18, mas se é para arredondar, sempre arredondo para cima. Quando me interessa!) jovens, entorno de 19 a 22 anos de idade. Homens e mulheres com cabelos longos, pintados, raspados, de barbas, jaquetas, mochilas, etc... Entravam quase enfileirados e passaram ao lado da minha mesa. Todos eles, sem exceções, me cumprimentaram! 

Os homens, com um “Eaw, brodha!" e as meninas com os normais “ois” e “sorrizinhos”!  (Dei aula por muitos anos e nunca vi nenhuma turma de aluno cumprimentar desse jeito conhecidos, quanto mais um estranho como eu). E o melhor de tudo, somente “eu” fui o cumprimentado.

Olhei para o dono da padaria que estava encostado na parede conversando comigo e presenciou toda a cena e fiz cara de indagação, querendo dizer : - O que rola??

Ele apontou minha camiseta com o queixo. Eu já havia me esquecido que estava de camiseta vermelha. Olhei para ela e voltei o olhar para ele com mais cara de interrogação! Ele riu e saiu...

Fiquei muito pensativo!!

Como eu, um desconhecido qualquer, em uma padaria qualquer, tomando café da manhã qualquer, sou cumprimentado por uma bando de gente que não me conhece e tudo isso, somente por eu estar vestindo uma camiseta vermelha? A sensação é muito estranha. Eu conheço muita gente e sempre estou cumprimentando alguém. Mas isso que aconteceu é inédito...

Entendo agora, como é reconfortante pertencer a um grupo-grupo! 

É estranha essa sensação desse negócio de grupo-grupo! Não é como pertencer a um time de esporte ou a um grupo de amigos, uma sala de aula ou um grupo profissional. É algo muito mais profundo. 

Quando todo aquele “mundaréu” de gente que eu não conhecia me cumprimentou com sorrisos nos lábios, eu me senti quase “amado”!

É um reconforto muito grande saber que você é aceito mesmo por quem você não conhece, mas estranho... Muuinto estranho!

Talvez eu tenha começado a entender o porquê desse povo, dito “de esquerda” possuir essa identificação em comum. Eu fui identificado como alguém desta ala, mesmo não sendo da ala, mas simplesmente, porque estava portando (ou vestindo) um simbolo que me  identificava como sendo do   grupo. O interessante foi que nenhum deles estavam vestindo vermelho!

É,  realmente, estranho! Uma sensação extremamente forte que, se eu estivesse em uma situação de desemparo, fraqueza, ou qualquer situação em que necessitasse de um apoio ou “calor humano”, seria muito difícil resistir àquele grupo.

Imaginem se isso que aconteceu comigo, acontecesse com aqueles mais fracos e que necessitam, desesperadamente,  de um grupo apoiador para  se sentirem fortes, completos e amparados.

Talvez também,  eu entenda agora como é difícil você convencer alguém de que aquelas ideias propagadas por determinados grupos são mentirosas ou não são tão legais assim. Ou, que aquele grupo de pessoas inescrupulosas que se aproveitam de uma situação limite, para implementar ideais ilegítimos, estão somente tentando te corruptar.

Tanto é difícil arrancar alguém deste estado como é difícil impedir que alguém caia nas garras destas singelas manipulações. 

Ao voltar para pegar o carro, fiquei pensando nos “porquês” daquilo tudo e, imediatamente,  me lembrei da “Terceira Onda”! 

A TERCEIRA ONDA
  
Na primavera de 1967, em Palo Alto, Califórnia (EUA), um professor do ensino médio chamado Ron Jones,  recriou em uma sala de aula  o ambiente nazi fascista daquela  Alemanha pouco antes de estourar a II Guerra Mundial. 

O que era para ser apenas uma aula de história sobre o totalitarismo na Alemanha nazista e que dominou quase todos os alemães da época, completamente escrachado pelos estudantes americanos que  não conseguiam  entender ou conceber alguém, em sã consciência, adotando, apoiando ou mesmo incentivando as ideias e atitudes determinadas por aquelas idéias tirânicas, acabou virou um experimento perigosíssimo!

Os jovens americanos achavam que os alemães eram, por demais, ingênuos para aceitar uma situação como aquela que ocorreu com o regime nazista. Assim, o professor Jones acabou criando um experimento para mostrar que não é tão difícil assim fazer com que um grupo qualquer, de diversas categorias e níveis culturais diversos, possa ser incentivados a seguir novas ideias e objetivos, sem saber ao certo o que realmente é o certo e o que, realmente,  é o errado na situação toda. Principalmente, quando se utiliza de ferramental indutivo.

Jones era um jovem de 25 anos, bem apessoado, surfista e extremamente carismático. Era uma figura enérgica e queria que seus alunos enxergassem as diferentes perspectivas sobre  um mesmo assunto.  Ele queria, principalmente, que eles aprendessem a pensar por si mesmos.

Ao contrário do que foi propagado como verdade por décadas, a “Terceira Onda” não começou com uma única classe de 30 estudantes. Na verdade, o movimento foi bem maior. Houve,  literalmente,  “três terceiras ondas”. Isto,  porque Jones dava aulas em três turmas e implantou o experimento, ao mesmo tempo, nas três classes. Sendo assim, o movimento inicialmente contava com cerca de 90 estudantes que, no desenrolar da trama, quase triplicaram. 

Ao final do experimento, digamos "bem (mal) sucedido", haviam mais de 200 alunos atraídos e envolvidos naquilo que se chamou de “A Terceira Onda”, quase uma semântica ao famoso “Terceiro Reich” alemão.

Ninguém poderia imaginar a proporção que aquela experiência tomaria no futuro. No início, a Terceira Onda foi encarada como uma brincadeira. Só foi levando um pouco mais a sério, porque as notas dos alunos dependiam da participação nesta atividade. O professor Jones era o líder ideal para a função, além de extremamente inteligente, incentivador e inovador,   era também, o professor mais popular da escola e os alunos confiavam muito nele. 

Jones falou ao seus alunos sobre a disciplina (uma das características que marcaram o período da Alemanha nazista) e como esta pode ser benéfica para a comunidade como um todo. Para pôr a teoria em prática, ensinou uma nova postura para os estudantes e trabalhou intensamente na ideia da disciplina. Apontava cada erro detectado, seja no andar, na postura ou na forma de se comunicar com os outros. A cada fase do processo, os exercícios eram mais profundos e impressos com maior poder de indução na mente de cada participante. Estimulou, insistentemente, o silêncio, a capacidade de ouvir e absorver informações e, sempre, lembrava os alunos, em todas as fases da “imersão”,  a beleza da obediência.

Em pouco tempo, Jones percebeu o quão manipuláveis eram seus alunos e,  o quanto estavam seduzidos pelas ideias discutidas e executadas até ali. Pareciam desejosos da uniformidade que a disciplina podia oferecer. Em uma das ações, Jones decidiu que a partir dali todos deveriam chamá-lo de "Senhor Jones", para responder ou fazer qualquer pergunta. No início, sofreram um choque, mas que passou rapidamente e todos, sem exceção, seguiram as novas orientações.

Ao mesmo tempo que os alunos treinavam as técnicas apresentadas exaustivamente, até atingir um modelo polido de pontualidade e respeito. Jones observava a mudança em seus comportamentos.

O ambiente da classe havia se transformado totalmente. Agora, os alunos perguntavam (e respondiam) muito mais. Eram mais participativos e interessados. As aulas rendiam mais, porque a qualidade das discussões aumentara consideravelmente. O grupo começou a ser reconhecido pela qualidade de seus conhecimentos. A relação entre os colegas melhoraram e todos começaram a se sentir acolhidos pelo grupo. Alguns mais tímidos e que nunca haviam falado, começaram a ter coragem e treinavam exposições em público por conta própria.  Realmente estava ocorrendo um processo misterioso com aquela turma. O professor estava confuso e perplexo ao mesmo tempo. Com os resultados obtidos, ele se perguntava  como que,  sob um ambiente autoritário e de rígida disciplina, os alunos podiam dar o melhor de si mesmos?

A aprendizagem do grupo acelerou vertiginosamente e Jones percebeu que os alunos se adaptavam muito bem e cada vez mais rápido, parecendo gostarem , cada vez mais,  das novas regras. Estavam definitivamente empolgados com o experimento.

Jones palestrou sobre a comunidade e a força que podiam ter através dela. Os alunos passaram a se sentir pertencentes à mesma raiz. Nascia assim, um estranhíssimo sentimento de nacionalismo, como se todos pertencessem à mesma pátria ou a mesma família. A força da comunidade ensinava que juntos eles eram mais fortes, que podiam ter um propósito em comum. Jones estava embasbacado com a forma que os alunos reagiam a autoridade dele e se perguntava,  porque eles estavam tão submissos.

Estava em dúvida entre parar ou continuar o experimento, pois não sabia até onde aquilo poderia chegar. . Como continuidade ao processo, o professor Jones criou uma saudação para os alunos da classe, que chamou de 'terceira onda' - porque a mão parecia uma onda para cima de novo. A ideia de 'terceira' veio da tradição da praia, em que as ondas viajam nas correntes, e a terceira onda, além de ser a última, é a maior de cada série. Logo, ele observou que todos faziam a saudação; passeava pelos corredores da escola e via os alunos fazendo a saudação; na biblioteca, na academia, nos jardins, nas lanchonetes, em quase todos os lugares e todos ao mesmo tempo.

Não demorou para que a experiência chamasse atenção dos outros. Vários alunos foram perguntar ao professor se podiam participar. No terceiro dia,  o professor decidiu emitir cartões de adesão a todos que queriam continuar no experimento. Vários alunos haviam trocado de classe para poder participar da Terceira Onda. Em um certo momento, Jones escolheu alguns alunos para vigiar os restantes e fazer um relatório sobre todos aqueles que não obedeciam às regras, numa clara referência a Gestapo nazista. Jones agora falava sobre a força através da ação e de como a disciplina e a comunidade seriam inúteis sem essa “ação”. Da crença na família e no coletivo, da lealdade e da valorização do trabalho. 
Agora, os alunos empolgados, lhe diziam como estavam se sentindo felizes, completos e, verdadeiramente, realizados. Para seu espanto, percebeu que o rendimento dos alunos continuava aumentando à níveis vertiginosos.

Deveres de casa, antes relegados a segundo plano e sempre mal feitos, agora eram perfeitos e com apresentações impecáveis.

Se aproveitando da situação, Jones incumbiu cada aluno de uma tarefa diferente, em prol da Terceira Onda. A essa altura do campeonato, o dito "experimento" já estava totalmente fora de controle, passara a contagiar a escola inteira e de forma positiva. Jones notou que para alguns alunos, principalmente os mais frágeis e volúveis, a Terceira Onda se tornara a sua razão de viver. Se dedicavam completamente àquilo, de corpo e alma. Os solitários e introspectivos passaram justamente a ser os mais devotados e apaixonados.

Jones agora, por iniciativa dos próprios alunos,  ganhara  um guarda-costas, que o seguia todos os dias, para todos os lugares. Pode parecer esquisito, e era, mas Jones deixou a experiencia continuar livre, tentando torna-la o mais parecido  possível com o ambiente da Alemanha nazista.

O professor Jones já havia sido elevado a posição do próprio Führer na experiência.

Bom, o resto deixo para vocês pesquisarem, lerem, analisarem e tirarem suas próprias conclusões...

Fui!

....

Voltei!!

https://pt.wikipedia.org/wiki/Terceira_Onda

Cronologia

Primeiro dia
Jones relata que começou o primeiro dia do experimento com coisas simples como postura correta na cadeira e questionamento intensivo dos alunos. Depois ele focou em aplicar disciplina rígida na sala de aula, se portando como uma figura autoritária e melhorando dramaticamente a eficiência da turma.

A sessão do primeiro dia foi encerrada com apenas algumas regras, com o objetivo de ser um experimento de apenas um dia. Alunos tinham que ficar sentados com atenção antes do segundo sino, tinham que levantar para perguntar ou responder perguntas e tinham que fazer isso com três palavras ou menos, e deveriam preceder cada fala com "Sr. Jones".

Segundo dia
No segundo dia, ele conseguiu unir sua turma de história em um grupo com um senso extremo de disciplina e comunidade. Jones baseou o nome do seu movimento, "A Terceira Onda", no suposto fato de que a terceira em uma série de ondas é a mais forte, uma versão equivocada de uma tradição atual da navegação de que toda nona onda é a maior. Jones inventou uma saudação que lembrava a saudação nazista e ordenou que os membros da turma saudassem uns aos outros mesmo fora da sala. Todos obedeceram esta ordem.

Terceiro dia
O experimento tomou vida própria, com estudantes de toda a escola aderindo: no terceiro dia, a turma aumentou dos 30 estudantes iniciais para 43 alunos. Todos os alunos apresentaram melhora drástica nas habilidades acadêmicas e grande motivação. Todos os estudantes ganhavam um cartão de membro, e cada um deles recebia uma função especial, como fazer um símbolo da Terceira Onda, impedir que não membros entrem na aula, entre outras. Jones instruiu os alunos em como iniciar novos membros, e no fim do dia o movimento tinha mais de 200 participantes. Jones ficou surpreso quando alguns alunos começaram a informá-lo quando outros membros do movimento não obedeciam as regras.

Quarto dia
Na quinta-feira, o quarto dia do experimento, Jones decidiu terminar o movimento porque ele estava saindo do seu controle. Os alunos se envolveram cada vez mais no projeto e sua disciplina e lealdade ao projeto era impressionante. Ele anunciou aos participantes que este movimento era parte de um movimento nacional e que no próximo dia um candidato à presidência da Terceira Onda seria anunciado publicamente. Jones convocou os alunos para uma assembleia na sexta-feira para testemunhar o anúncio.

Quinto e último dia
Ao invés de um discurso televisionado do seu líder, os estudantes viram um canal fora do ar. Depois de alguns minutos de espera, Jones anunciou que eles tinham sido parte de um experimento sobre fascismo e que todos criaram voluntariamente um senso de superioridade como os cidadãos alemães tinham no período da Alemanha nazista. Depois ele exibiu um filme sobre o regime nazista para concluir o experimento.

Psicologia
A psicologia envolvida foi estudada extensivamente em termos da organização juvenil em gangues e da pressão dos pares, da qual este experimento foi uma variação.

Na cultura popular
Os eventos do experimento foram adaptados em um programa de TV em 1981, The Wave, e um romance de Todd Strasser.

O filme alemão A Onda, de 2008, transferiu o experimento para uma sala de aula da Alemanha atual e foi bem-recebido pela crítica.

Em 2010, Jones encenou um musical chamado A Onda, escrito com alguns dos alunos da turma.

Em 10 de outubro de 2010, um documentário, Lesson Plan, recontando a história da Terceira Onda através de entrevistas com os alunos e professor originais, estreou no Mill Valley Film Festival. O filme foi produzido por Philip Neel, um dos antigos alunos de Jones.




quarta-feira, 13 de abril de 2016

Entenda o Jogo de Xadrez!

Os mestres enxadristas dizem que:- “Sabe-se muito do oponente, enquanto este move suas primeiras pedras. Senão, em seu primeiro movimento no tabuleiro”.

A quatro dias da votação do impeachment, Lula tropeçou feio em sua estratégia (Segundo o filósofo Lobão, isso é tática petista usada pelos "doutos" em jogo de xadrez). Hoje, sua presença fornece mais votos para a oposição do que para a situação.

O primeiro movimento do tabuleiro, foi o que, definitivamente, enterrou Lula. Esse movimento, aplicado quando Dilma telefonou para ele e avisou: “Eu tô mandando o ‘Bessias’, junto com um papel, pra gente ter ele. E só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse.”, assassinou sua enxadrista personalidade!

Sérgio Moro faz, brilhantemente, o segundo lance mostrando as gravações e escancarando a manobra política e pouco ortodoxa dos envolvidos. Assim, joga no ventilador que Lula, na verdade, não queria ser ministro, mais sim, somente ter o foro privilegiado do STF. Podemos, até achar, que ele estava mais preocupado com o próprio pescoço do que com a pele de Dilma.

No terceiro lance, Dilma dá posse à Lula, ovacionado pelo coro de “não vai ter golpe”. Mas antes que pudesse ocupar esta casa do tabuleiro, o ministro Gilmar Mendes, do STF, come-lhe a peça suspendendo a nomeação do ministro recém-empossado e ainda por cima, impedindo que as peças daquele lado do tabuleiro possam ser trabalhadas.

Digamos que ocorreu um cerceamento de movimento de "peças-chaves". Desde então, Lula exerce a nobre função de Ministro-Chefe do Quarto de Hotel.

Aqui é o momento de reflexão do enxadrista mor. Dois movimentos e justo os dois primeiros, contra-atacados com manobras mais contundentes do que o esperado. No primeiro contra-golpe, abriu-se todo o mapa de manobras e estratégias futuras e no segundo, imobilizam-se as peças mais poderosas do adversário.

Lula resolve então, jogar com as outras peças menos importantes, mesmo que seja para, no momento negociar com os “peões” no escurinho de seu quarto, bem ao pé do ouvido!

Com medo dos grampos, exige, peremptoriamente, que os celulares e qualquer outro aparelho eletrônico fique do lado de fora do gabinete hoteleiro. Imaginem outra "Delcidada" e justo, nessa altura do jogo!

É sua vez de fazer o movimento! Mas, suas peças estão travadas. Oferece então, mundos e fundos (principalmente fundos) para que seus “peões” mantenham a linha de proteção do Rei. (Rei? Mas não é a Rainha que está prestes a ser comida no tabuleiro? Lula sabe disso, porém, o objetivo do jogo de xadrez é proteger o Rei, mesmo que a Rainha tenha que ser sacrificada e, além do mais, no xadrez, Rainha não ganha jogo, muito menos Maria II).

Lula então diz que dá, mas não entrega! Ele dará sim, mas espera antes que seus “peões” bloqueiem algumas peças aqui e comam outras acolá. Depois do jogo vencido, ele dará a verdadeira recompensa que eles merecem. Mas o leigo em xadrez poderia perguntar: - Se o jogo for vencido, porque recompensar os peões? Peão no xadrez é peão morto. Nasceu para ser comido! É... Algo de razão existe nesta observância!

Mas a propaganda é poderosa. Promessa de Ministérios, cargos em estatais, primeiro escalão, segundo, terceiro e quarto, emendas orçamentárias, transferências milionárias e sem risco de monitoramento pela República de Curitiba, ou seja, benesses e mais benesses, ilimitadamente ilimitadas. Porém, somente depois da votação!

Lula quer jogar com seus “peões”, mas quer que eles, a princípio, se “joguem” sozinhos....
Um dos “peões” clandestinos, conversando com o botão do elevador do hotel, pensava mais alto do que deveria:- Se Lula não conseguiu garantir nem a sua própria posse como Ministro, como acreditar que garantirá a minha?

Xadrez é assim mesmo. É um jogo, totalmente cerebral. Tem de pensar com os seus botões, com o botões do outro, com os botões do telefone e até, com os de “rosas” se estas estivessem na época!
Lula é Lula e peão é peão. Sempre dá para mexer com um ou dois sem comprometer o jogo e, faz-se o lance! E, novamente, o contra-ataque é muito mais potente que o ataque por si só. Janot esnoba, em seu movimento, recomenda ao STF que torne definitiva a liminar que proibiu Lula de tomar posse como Ministro. Ainda por cima, insinuou que pode processar Dilma por obstrução da justiça quando tentou fornecer o escudo do STF ao ex-presidente. Me pareceu, no momento, que Janot jogava em três tabuleiros diferentes. Dois com Lula e um com Dilma.

Por enquanto, temos que esperar os novos movimentos de Lula, talvez não no tabuleiro, mas no próprio “xadrez”!

terça-feira, 29 de março de 2016

Fazendo história...

Daqui 2000 anos a história dirá:

... então Imané mandou vária pragas para que o povo não se acovardasse e  enfrentassem seus governantes.

Primeiro, enviou a Dengue, mas o povo não ligou e os mandatários nem se fizeram de rogados...

Então enviou, juntamente com a Dengue, o Chikungunya.

O povo sentiu as emanações perigosas. Abalou-se, mas ainda assim era pouco e o poder da escravidão era muito mais forte.

Imané envia, novamente, através de seu anjo Édi Aggip, todos os virus de uma só vez. Dengue, Chikungunya e o Zica.

O povo sente a dor e o medo percorrer todos os cantos do Planeuta. Os governantes se afligem, mas não deixam o povo fugir e continuam a devorar suas entranhas.

Mesmo com medo, o povo se revolta e se joga contra seus governantes na mais fantástica marcha em favor de Imané e da deposição da Rainha Tiumé, filha de um dos mais poderosos demônio do panteão do Mal. O impronunciável Kunka! Kunka tenta manter todos aos seus pés e lança suas línguas de fogo por todos os cantos do planeuta tentando abafar as palavras de Imané.
Imané reforça que seu povo precisa reagir, mas ainda assim, é pouco ouvido!

Desta vez, envia uma praga pelos ares.

Imané aproveita que os governantes estão distraídos com as manifestações do povo e dos ataques "Moro Acima" e derrama o mortífero vírus Agaum-Nê-um, causando mais perdas e dor para esse povo sofrido e que se esqueceu de Imané!

Kunka se revolta mais ainda e quer vergar com o seu poder, a "vara da justiça", mas Imané está atento e ordena ao anjo Édi Aggip que exerça seu poder sobre o faraó mumificado Mikéu-Temór. 

Temór, como se o sopro divino lhe acendesse a alma, revive dos mortos e lança seus correligionários contra os governantes, sob aplausos do povo!

Agora falta pouco. Outras tribos se erguem e com a coragem perdida, também se livram das garras do mal.

Imané retoma o seu trono de direito e coloca, temporariamente Mikéu-Temór no lugar da rainha Tiumé, mas avisa a todos:

- AGORA FAREMOS A SEPARAÇÃO DO JOIO E DO TRIGO!

Aniquila todos os Kunkistas de uma só vez!

Os correligionários de Temór se amedrontam, se ajoelham e pedem perdão, mas Imané não perdoa.

- QUEM SEMPRE ESTEVE COM O MEU POVO, NÃO PRECISARÁ (de) TEMER, MAS QUEM USOU DOS PODERES QUE EU PRÓPRIO LHES CONFERI EM BENEFÍCIO PRÓPRIO, AGORA VIRARÁ PÓ!!

Nesse momento, ouve-se um grito de alegria, escondido, lá no fundo do Planeuta:

- Oba, agora tô dentro!!!

... e, Imané, em tom ameaçador urra:

- CALA-TE ACLÉCIO!! SUA HORA TAMBÉM CHEGOU...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

UMA CARTA ABERTA AO BRASIL

Tirando algo aqui e ali, arrumando alguma coisa e implementando outras, isso é o mais fiel retrato desta maravilhosa, mas decadente nação!
UMA CARTA ABERTA AO BRASIL
February 11, 201613 minute readby Mark Manson


Querido Brasil,
O Carnaval acabou. O “ano novo” finalmente vai começar e eu estou te deixando para voltar para o meu país.
Assim como vários outros gringos, eu também vim para cá pela primeira vez em busca de festas, lindas praias e garotas. O que eu não poderia imaginar é que eu passaria a maior parte dos 4 últimos anos dentro das suas fronteiras. Aprenderia muito sobre a sua cultura, sua língua, seus costumes e que, no final deste ano, eu me casaria com uma de suas garotas.
Não é segredo para ninguém que você está passando por alguns problemas. Existe uma crise política, econômica, problemas constantes em relação à segurança, uma enorme desigualdade social e agora, com uma possível epidemia do Zika vírus, uma crise ainda maior na saúde.
Durante esse tempo em que estive aqui, eu conheci muitos brasileiros que me perguntavam: “Por que? Por que o Brasil é tão ferrado? Por que os países na Europa e América do Norte são prósperos e seguros enquanto o Brasil continua nesses altos e baixos entre crises década sim, década não?”
No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc. Mas recentemente eu cheguei a uma conclusão. Muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva, mas depois de trocar várias ideias com alguns dos meus amigos, eles me encorajaram a dividir o que eu acho com todos os outros brasileiros.
Então aí vai: é você.
Você é o problema.
Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema. Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias.
Não é só culpa da Dilma ou do PT. Não é só culpa dos bancos, da iniciativa privada, do escândalo da Petrobras, do aumento do dólar ou da desvalorização do Real.
O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.
O problema é tudo aquilo que você e todo mundo a sua volta decidiu aceitar como parte de “ser brasileiro” mesmo que isso não esteja certo.
Quer um exemplo?
Imagine que você está de carona no carro de um amigo tarde da noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai embora.
No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é o mesmo carro que seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?
A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para proteger seu amigo? Ou
B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?
Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a alternativa B.
Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é uma forma de egoísmo.
Eu percebo que vocês brasileiros são solidários, se sacrificam e fazem de tudo por suas famílias e amigos mais próximos e, por isso, não se consideram egoístas.
Mas, infelizmente, eu também acredito que grande parte dos brasileiros seja extremamente egoísta, já que priorizar a família e os amigos mais próximos em detrimento de outros membros da sociedade é uma forma de egoísmo.
Sabe todos aqueles políticos, empresários, policiais e sindicalistas corruptos? Você já parou para pensar por que eles são corruptos? Eu garanto que quase todos eles justificam suas mentiras e falcatruas dizendo: “Eu faço isso pela minha família”. Eles querem dar uma vida melhor para seus parentes, querem que seus filhos estudem em escolas melhores e querem viver com mais segurança.
É curioso ver que quando um brasileiro prejudica outro cidadão para beneficiar sua famílias, ele se acha altruísta. Ele não percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo.
Além disso, seu povo também é muito vaidoso, Brasil. Eu fiquei surpreso quando descobri que dizer que alguém é vaidoso por aqui não é considerado um insulto como é nos Estados Unidos. Esta é uma outra característica particular da sua cultura.
Algumas semanas atrás, eu e minha noiva viajamos para um famoso vilarejo no nordeste. Chegando lá, as praias não eram bonitas como imaginávamos e ainda estavam sujas. Um dos pontos turísticos mais famosos era uma pedra que de perto não tinha nada demais. Foi decepcionante.
Quando contamos para as pessoas sobre a nossa percepção, algumas delas imediatamente disseram: “Ah, pelo menos você pode ver e tirar algumas fotos nos pontos turísticos, né?”
Parece uma frase inocente, mas ela ilustra bem essa questão da vaidade: as pessoas por aqui estão muito mais preocupadas com as aparências do que com quem eles realmente são.
É claro que aqui não é o único lugar no mundo onde isso acontece, mas é muito mais comum do que em qualquer outro país onde eu já estive.
Isso explica porque os brasileiros ricos não se importam em pagar três vezes mais por uma roupa de grife ou uma jóia do que deveriam, ou contratam empregadas e babás para fazerem um trabalho que poderia ser feito por eles. É uma forma de se sentirem especiais e parecerem mais ricos. Também é por isso que brasileiros pagam tudo parcelado. Porque eles querem sentir e mostrar que eles podem ter aquela super TV mesmo quando, na realidade, eles não tenham dinheiro para pagar. No fim das contas, esse é o motivo pelo qual um brasileiro que nasceu pobre e sem oportunidades está disposto a matar por causa de uma motocicleta ou sequestrar alguém por algumas centenas de Reais. Eles também querem parecer bem sucedidos, mesmo que não contribuam com a sociedade para merecer isso.
Muitos gringos acham os brasileiros preguiçosos. Eu não concordo. Pelo contrário, os brasileiros tem mais energia do que muita gente em outros lugares do mundo (vide: Carnaval).
O problema é que muitos focam grande parte da sua energia em vaidade em vez de produtividade. A sensação que se tem é que é mais importante parecer popular ou glamouroso do que fazer algo relevante que traga isso como consequência. É mais importante parecer bem sucedido do que ser bem sucedido de fato.
Vaidade não traz felicidade. Vaidade é uma versão “photoshopada” da felicidade. Parece legal vista de fora, mas não é real e definitivamente não dura muito.
Se você precisa pagar por algo muito mais caro do que deveria custar para se sentir especial, então você não é especial. Se você precisa da aprovação de outras pessoas para se sentir importante, então você não é importante. Se você precisa mentir, puxar o tapete ou trair alguém para se sentir bem sucedido, então você não é bem sucedido. Pode acreditar, os atalhos não funcionam aqui.
E sabe o que é pior? Essa vaidade faz com que seu povo evite bater de frente com os outros. Todo mundo quer ser legal com todo mundo e acaba ou ferrando o outro pelas costas, ou indiretamente só para não gerar confronto.
Por aqui, se alguém está 1h atrasado, todo mundo fica esperando essa pessoa chegar para sair. Se alguém decide ir embora e não esperar, é visto como cuzão. Se alguém na família é irresponsável e fica cheio de dívidas, é meio que esperado que outros membros da família com mais dinheiro ajudem a pessoa a se recuperar. Se alguém num grupo de amigos não quer fazer uma coisa específica, é esperado que todo mundo mude os planos para não deixar esse amigo chateado. Se em uma viagem em grupo alguém decide fazer algo sozinho, este é considerado egoísta.
É sempre mais fácil não confrontar e ser boa praça. Só que onde não existe confronto, não existe progresso.
Como um gringo que geralmente não liga a mínima sobre o que as pessoas pensam de mim, eu acho muito difícil não enxergar tudo isso como uma forma de desrespeito e auto-sabotagem. Em diversas circunstâncias eu acabo assistindo os brasileiros recompensarem as “vítimas” e punirem àqueles que são independentes e bem resolvidos.
Por um lado, quando você recompensa uma pessoa que falhou ou está fazendo algo errado, você está dando a ela um incentivo para nunca precisar melhorar. Na verdade, você faz com que ela fique sempre contando com a boa vontade de alguém em vez de ensina-la a ser responsável.
Por outro lado, quando você pune alguém por ser bem resolvido, você desencoraja pessoas talentosas que poderiam criar o progresso e a inovação que esse país tanto precisa. Você impede que o país saia dessa merda que está e cria ainda mais espaço para líderes medíocres e manipuladores se prolongarem no poder.
E assim, você cria uma sociedade que acredita que o único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores casos, tirando a vida do outro.
As vezes, a melhor coisa que você pode fazer por um amigo que está sempre atrasado é ir embora sem ele. Isso vai fazer com que ele aprenda a gerenciar o próprio tempo e respeitar o tempo dos outros.
Outras vezes, a melhor coisa que você pode fazer com alguém que gastou mais do que devia e se enfiou em dívidas é deixar que ele fique desesperado por um tempo. Esse é o único jeito que fará com que ele aprenda a ser mais responsável com dinheiro no futuro.
Eu não quero parecer o gringo que sabe tudo, até porque eu não sei. Deus bem sabe o quanto o meu país também está na merda (eu já escrevi aqui sobre o que eu acho dos EUA).
Só que em breve, Brasil, você será parte da minha vida para sempre. Você será parte da minha família. Você será meu amigo. Você será metade do meu filho quando eu tiver um.
E é por isso que eu sinto que preciso dividir isso com você de forma aberta, honesta, com o amor que só um amigo pode falar francamente com outro, mesmo quando sabemos que o que temos a dizer vai doer.
E também porque eu tenho uma má notícia: não vai melhorar tão cedo.
Talvez você já saiba disso, mas se não sabe, eu vou ser aquele que vai te dizer: as coisas não vão melhorar nessa década.
O seu governo não vai conseguir pagar todas as dívidas que ele fez a não ser que mude toda a sua constituição. Os grandes negócios do país pegaram dinheiro demais emprestado quando o dólar estava baixo, lá em 2008-2010 e agora não vão conseguir pagar já que as dívidas dobraram de tamanho. Muitos vão falir por causa disso nos próximos anos e isso vai piorar a crise.
O preço das commodities estão extremamente baixos e não apresentam nenhum sinal de aumento num futuro próximo, isso significa menos dinheiro entrando no país. Sua população não é do tipo que poupa e sim, que se endivida. As taxas de desemprego estão aumentando, assim como os impostos que estrangulam a produtividade da classe trabalhadora.
Você está ferrado. Você pode tirar a Dilma de lá, ou todo o PT. Pode (e deveria) refazer a constituição, mas não vai adiantar. Os erros já foram cometidos anos atrás e agora você vaiter que viver com isso por um tempo.
Se prepare para, no mínimo, 5-10 anos de oportunidades perdidas. Se você é um jovem brasileiro, muito do que você cresceu esperando que fosse conquistar, não vai mais estar disponível. Se você é um adulto nos seus 30 ou 40, os melhores anos da economia já fazem parte do seu passado. Se você tem mais de 50, bem, você já viu esse filme antes, não viu?
É a mesma velha história, só muda a década. A democracia não resolveu o problema. Uma moeda forte não resolveu o problema. Tirar milhares de pessoa da pobreza não resolveu o problema. O problema persiste. E persiste porque ele está na mentalidade das pessoas.
O “jeitinho brasileiro” precisa morrer. Essa vaidade, essa mania de dizer que o Brasil sempre foi assim e não tem mais jeito também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada brasileiro decidir matar isso dentro de si mesmo.
Ao contrario de outras revoluções externas que fazem parte da sua história, essa revolução precisa ser interna. Ela precisa ser resultado de uma vontade que invade o seu coração e sua alma.
Você precisa escolher ver as coisas de um jeito novo. Você precisa definir novos padrões e expectativas para você e para os outros. Você precisa exigir que seu tempo seja respeitado. Você deve esperar das pessoas que te cercam que elas sejam responsabilizadas pelas suas ações. Você precisa priorizar uma sociedade forte e segura acima de todo e qualquer interesse pessoal ou da sua família e amigos. Você precisa deixar que cada um lide com os seus próprios problemas, assim como você não deve esperar que ninguém seja obrigado a lidar com os seus.
Essas são escolhas que precisam ser feitas diariamente. Até que essa revolução interna aconteça, eu temo que seu destino seja repetir os mesmos erros por muitas outras gerações que estão por vir.
Você tem uma alegria que é rara e especial, Brasil. Foi isso que me atraiu em você muitos anos atrás e que me faz sempre voltar. Eu só espero que um dia essa alegria tenha a sociedade que merece.
Seu amigo,
Mark

Thank God It's Friday, or not?


"Obrigado Senhor" - Written by Luciano Pires (Personal Trainer de Fitness Intelectual)
... and
"Games people play, always" - Re-Written by Nelson Barbosa Jr (Não o ministro) Personal Engessado e Fitness somente para os "meios" intelectuais
Cena 1: Na abertura da da palestra dele (do Luciano) "TUDO BEM SE ME CONVÉM", ele mostra um lance da Copa do Mundo de 2014, no jogo de abertura contra a Croácia, quando o centroavante Fred se joga dentro da área e cava um pênalti. O lance é exibido sob vários ângulos e em câmera lenta, deixando claro que não foi pênalti. Mas o juiz foi enganado pelo jogador, marcou a falta. Gol do Brasil e primeira vitória naquela Copa de triste memória.
A melhor imagem é o Fred, com os dedos levantados para o céu, agradecendo a Deus pela jogada… – Obrigado Senhor, por ter me ajudado a dar um "balão" no juiz.
Bem, gol de pênalti vale, mesmo que não tenha sido pênalti, como vale também, gol de falta, mesmo que não tenha sido falta e ainda, vale gol, mesmo que não tenha sido gol, pois que manda é o Juiz e, se o Juiz disser que foi, foi e acabou! Mesmo que o Juiz esteja sendo enganado ou enganando que esteja sendo enganado!
Mas, será que vale tudo para atingir seus propósitos?
Cena 2: No filme SICÁRIO, com Emily Blunt e Benício del Toro, que concorre ao Oscar este ano, há uma cena semelhante às aquelas que aparecem em dezenas e milhares de outros filmes: o bandido em sua mansão, jantando placidamente com a família e curtindo sua riqueza, sem se importar que para isso tenha destruído outras famílias ou, mais de 200 milhões de pessoas e com poucas chances de recuperação para os próximos 20 anos.
Para eles, não existem questões morais pois, manda quem pode, quem tem mais força e quanto mais poder melhor e, obedece sempre, quem tem mais juízo!
Aquele bandido conquistou seu propósito: garantir uma vida confortável para sua família, sem se questionar moralmente sobre o que ou como fazer para chegar lá. Para o bandido, não existe certo e errado, existe sucesso ou fracasso. Ele é temido, idolatrado e protegido pela mesma sociedade que oprime.
Ontem eu me divertia com meus pensamentos insanos e, com a insanidade de colocar fogo naquele hospital ou pegar cada um daqueles "pseudos" profissionais e impala-los ao estilo (copiado) romano. Porém, até que ponto é justo passar das fantasias para a realidade? Depende de quanto a "real" fantasia lhe trouxer de benefícios materiais, já que os morais são supérfluos...
Cena 3: Num talk-show americano, uma comentarista falando sobre a corrida presidencial dos Estados Unidos, desdem do magnata Donald Trump que, durante muito tempo, foi uma piada para os próprios americanos, alegando que o sujeito pode ser o provável candidato dos republicanos à sucessão de Obama.. Perguntada sobre como é que um candidato desbocado, preconceituoso, beligerante e grosseiro conseguiu todo aquele sucesso político, ela respondeu de forma simples e brilhante: – O povo não está se importando com o que Trump diz ou deixa de dizer, pensa ou deixa de pensar. Faz ou deixa de fazer! O que importa é que ele é um vencedor.
É isso que as pessoas querem, um vencedor, seja esse pelos meios forem...
Troco aqui o título para:
"Os fins justificam os meios" - No-Written by Nelson Nicolau Maquiavel Barbosa Jr., Personal Pensador Pessoal Comigo Mesmo Agora
Cena 4: Na primeira temporada da série Game Of Thrones, Tyrion Lannister, o anão, está sob custódia de Lady Arryn, que vai condená-lo pelos crimes cometidos. Ele, com uma boa lábia, consegue convencê-la que deve ser julgado numa luta. Se perder, será condenado e se ganhar, será libertado (note-se bem, ele já seria condenado de antemão, mas quando ela concorda, o jogo muda e mudam-se as regras). Espertamente, ele chama outra pessoa para lutar em seu lugar. O mercenário Bronn se apresenta e parte para a luta contra o melhor cavaleiro de Lady Arryn, Vardis Egen. Porém, mais astuto do que nobre, Bronn se esquiva o tempo todo, cansando o cavaleiro com a sua armadura, até matá-lo. Quando Bronn olha para Lady Arryn, ela diz:
– Você não luta com honra!
E Bronn responde:
– Não!
E aponta o cadáver do cavaleiro, dizendo:
– Mas ele lutou…
Percebeu a grande jogada?
Quando as pessoas não se importam com o que você diz ou faz, desde que você seja um vencedor, esse se torna o padrão moral e ético de uma sociedade, não interessa que partido, cor, religião, time de futebol ou quadrilha você pertença.
Assim, fica fácil justificar o Fred, o Maradona e la mano mágica de Dios, as cuecas milionárias, os mensalitos e mensalões, petrolão e BNDSÃO, decisões jurídicas compradas nos três níveis e, comprados os três níveis de governo. Dinheirito sujo para o futuro da "sinistra" latino-americana, falcatruas no imposto (indevido) de renda (indevida), o "dindin" do cafezinho ou da cervejinha para ver se "a coisa" anda mais rápido, o três plex do marujo, dois barcos sem rumo e um sítio sitiado, etc!
Retorno ao título original adicionando um "Yeah!!":
"Obrigado Senhor" - Written by Luciano Pires (Personal Trainer de Fitness Intelectual)
Porém, acredito que esse ainda, poderia ser trocado para:
"La Mano de Dios que opera sobre todos nosotros" - Written by Nelson Barbosa Junior, que não Written porra nenhuma e muito menos dá Trainer para intelectual nenhum...
Qualquer semelhança não é mera coincidência, é a pura realidade!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Circ(ul)o Hospitalar!!



...
Ortopedista:
- Deixa me ver... Você está com uma torção no ligamento colateral do joelho!
- Ok!..
- Tá vendo!! Tem uma degeneração óssea aqui. Mas isso não é a torção. Isso é do osso que pode estar inflamado. Está vendo??
- Tô...
- Bom... Nessa outra imagem, a do pé, me parece que temos uma fratura...
- É?? O operador já tinha me dito isso...
- Operador de onde?
- Do raio X!
- Humm.... Mas pode ser um osso acessório...
- Ãh???? Osso acessório?.
- Sim, é um osso que nasce sem ligações com outros. Mas não!!! Nessa imagem eu posso ver melhor... É mesmo uma fratura!
- Mas não pode ser um osso acessório??
- Pode! Mas não é...
- Não tem como fazer uma Ressonância ou Tomografia para ter certeza?
- Tem, mas não vai adiantar nada...
- Humm... ok!!
- Dói aqui?
- Dói!
- E aqui?
- Também...
- E desse lado?
- CLARO!!! Dói aqui, ali, lá.. Dói em tudo e já não consigo mais definir o local correto da dor...
- Certo!! Você tem "MULETA" em casa??
- O QUE??
- Você tem muleta em casa?
- Doutor, sinceramente, me desculpe! Mas... O senhor tem muleta em casa??
- Não!
- Ah! Ok!! Achei que ter muletas em casa fosse uma coisa normal para as pessoas...
- Infelizmente você vai precisar de uma!
- Hummm;;;
- Vai ter "que" ficar sete dias imobilizado sem poder colocar o pé no chão. Estou solicitando uma imobilização para agora. Pode ir ali e seguir a linha amarela!
- Ok!
Amanda pilotando a cadeira de rodas...
Sala de Gesso:
- Tudo bem?
- Não, né?!
- Perna direita ou esquerda?
- O que está escrito aí?
- Esquerda!
- Então, esquerda...
- He..he.. he.. Você consegue levantar a calça?
- Consigo, mas só chega até um pouco acima do joelho!
- Você tem "CALÇÃO"?
- Em casa??
- Não, agora...
- Cê tá brincando, né??
- É que vou ter que rasgar a calça se você não tiver calção!!
- E você, tem calção?
- He he he.. Não!
- Eu também não! Não fico andando com calção na mão todo o tempo...
- Vamos então rasgar aqui então... Aqui... Um pouquinho deste lado e...
- ... e depois eu jogo a calça fora!!
- É só dar uma costuradinha!!
- Espera um pouco! Não vamos rasgar nada! Eu tiro a calça e você faz a imobilização.
- Mas não vai entrar...
- Se não entrar, depois, a gente vê o que faz...
- O senhor é "que" sabe. mas não vai entrar!
- Não deve ficar tão largo assim e essa calça possui as pernas largas...
- Não vai entrar...
- Vocês não podem disponibilizar aquelas calças largas que a gente usa na Tomografia??
- Não sei...
- Não tem avental de procedimento??
- Não sei...
- Bom, faz o negócio aí e depois eu me viro.
- O senhor é "que" sabe!
- Qualquer coisa, eu pego uma toalhinha de papel e vou pelado para o carro...
- Não sei...
- Ok! Eu sei, manda bala nisso, logo!!
....
- Entrou??
- Entrou.. Viu, não precisei rasgar a calça..
- É mesmo!! Tem até um cordãozinho nela... Você "que" colocou?
- Isso mesmo!! Fabrico calças em casa!! Amanda, vamos embora logo...
- É engraçada essa suas calça...
- Obrigado! A sua também! Amanda... Me tira logo daqui!!
Resumo:
- A calça entrou e não tive que rasgar nada!
- Ainda não tenho muletas em casa e nem vou ter (mas consegui umas emprestadas no Serviço Social da USP)
- e, não ando com calção no bolso das minhas calças e nem vou andar!!!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Precisá, é só chamá....

Sábado, filhota precisando de atividade (qualquer uma), céu nublado... Vamos para a hípica!!

- Ebáaaaaa!!

Chegamos, fomos conhecer essa  "nova" hípica, cavalos e mais cavalos, BH, PSI, Manga Larga, Quarto de Milha, SRD (Sem raça definida, que são os melhores para treino e aprendizado),  filhota abraçou todos, queria beijar todos e entrar em todas as baias. Segura daqui, pega dali, etc...




- Quero montá...
- Hoje não vai dar "querida", outro dia a gente vem com mais tempo...
- Quero montááááá...
- Mamá, hoje não! Daqui a pouco vai ter aula. Voltamos outro dia!

12h00, bate uma fome alucinante... Saímos da hípica e fomos comer!!

Ótimo, restaurante com área de brinquedos para crianças. Show!!

Sentamos ao lado da área de brinquedos..

- Ei, não pode sentar aí!
- Por que não?
- Tá reservado...
- Mas esse é o único lugar em que podemos comer e olhar nossa filha ao mesmo tempo!
- Tá reservado...
- Mas não tem ninguém aqui e vamos ficar no máximo 40 minutos. Não á para abrir uma exceção?
-Tá reservado...
- Entendi, mas prometo que quando o pessoal começar a chegar nos saímos...
- Tá reservado....
- Ok...

Fomos então para outro local e ficamos revesando quem ficaria com ela. Quando um estava na mesa, outro estava nos brinquedos e vice-e-versa.

Antepasto na mesa e calor aumentando...

- Tô com sede!
- Ok, peça as bebidas que eu vou ficar com ela um pouquinho!
- Ok...
- Laranja para a Mamá!
- Ok...
- Uma Coca pára mim!
- Ok...Ok... Ok...

Bebidas na mesa, calor aumentando ainda mais... Bebo tudo em um gole só e peço mais uma rodada de "água"! Hora da troca de lugares... Didica vem e eu vou!

Passado algum tempo de idas e vinhdas, todos nós já estamos na mesa para comer (e, principalmente, beber, pois o calor era fenomenal).

- Vocês querem fazer o pedido?
- Já fizemos!
- Certo...
- Moça (Pergunta a Amanda)! O local perto dos brinquedos está reservado para que?
- Aniversário...
- E a que horas vai começar?
- As seis...
- Mas agora é uma hora da tarde! Porque não pudemos sentar lá?
- Tá reservado...
- Mas, só memeça daqui cinco horas!!
- Tá reservado...

Calor insuportável.... Comida chegou! Comecei a pingar de calor...

- Psiu!! Amigo, não dá para ligar o ar-condicionado?
- Com a janela aberta não!
- Então feche a janela e ligue o "ar", o calor está horrível...

O garçon, apontando para as janelas diz:

- Janela aberta , porta aberta apontando para a porta da frete e a dos fundos! Então.. Ar vem e vai... (fazendo gestos de passagem do vento)...
- Mas não tem vento aqui e,  eu estou morrendo de calor!
- Mas, eu não posso ligar o ar...
- Por que não?
- É que esse aqui do meio está quebrado e se eu ligar, vai virar uma cachoeira aqui...
- Mas você não disse que o problema era porque as janelas estavam abertas?
- É e não!!
- Entendi! O problema é o "ar" quebrado! Não tem nada a ver com as janelas. Mas acho que tem mais coisa "quebrada" nesse negócio aqui!

Começamos a comer! Calor infernal...

- Garota, me chame o gerente, por favor!!
- Sim senhor...
- Você tem água com gás?
- Vou ver...

Após 10 minutos aparece o gerente com um "sutaque" bem apessoado...

- Tudo bem? Tudo "certim"?
- Eu pedi uma água que ainda não veio....
- "Precis" de alguma coisa?
- A água e o "ar-condicionado", o calor aqui está infernal!

O gerente fez o sinal de "positivo com a duas mão" e soltou essa:

- Então tá!, "precisá de nóis, é só chamá"...

E foi embora....

Pedi conta, e fui também....