quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Two moons in the sky...


Xiii... Sorry everybody!! But, this post trata-se mesmo de um “large fake”!!!

Vide:
O Planetario Internacional de Vancouver, da British Columbia - Canadá, calculou a precisão em que Marte estará orbitando perto da terra. Será no dia 27 de agosto de 2009.

Todavia, o mais interessante de tudo é que isto estava previsto em um código Maya, encontrado na piramide ao lado do Observatorio Estrelar em Palenque, Chiapas -México.
(...)

Duas Luas no Céu!
No dia 27 de Agosto, a meia noite e meia, olhe para o céu, o planeta Marte será a estrela mais brilhante do ceu, e será tao grande quanto a lua cheia, e estará a 55,75 milhões de kilometros da terra.
(... ) e patati- patata!!)


I´m so sorry again, mas que que é isso gentemmm??? O próprio texto já mostra a grande falcatrua. Duas luas no céu? Isso é ruim de acreditar, hem? Hehehehe... Só se for obra do Spielberg!

...E ainda por cima, querem desacreditar meus amigos Mayas!!

Fisicamente isso seria uma catástrofe, mesmo se fosse possível. Imaginem as marés... Big waves – 200.000 mil quilômetros de altura. Daria para surfar na Lua!! Hahahahah!!! Bom, além disso, como a massa dos dois planetas são quase (em termos astronômicos) idênticas, é provável que um arremessaria o outro no grande vazio do universo!!

Se vocês acreditaram! Ohhhh myyyyy Big God!! Dançaram, infelizmente, sniff! sniff! E... felizmente, graças a Deus!!Se isso pudesse acontecer, não veríamos a luz do nascer do sol no dia de 27 de agosto!

Desculpe-me, mas a vida é assim mesmo, não acredite em tudo que lês e, muito menos, em tudo que vos falam. Hoje em dia, melhor nem acreditar em tudo que você pode ver ou tocar, pois isso tudo, ainda pode ser uma passageira crise de esquizofrenia! Fakes existem aos milhares, be careful!! Muito careful...

Quando uma notícia desta aparecer, por favor, verifiquem primeiro a lógica do texto, depois, pesquisem outras fontes. É muito provável que você se decepcione, mas decepção, ás vezes, é muito melhor do que a própria “cepção” da coisa!

O que vocês acabaram de receber tem o nome de HOAX (literalmente, embuste). São mensagens falsas vinda em emails, sites de relacionamentos, blogs, etc... Normalmente contém apelos dramáticos de cunho religioso ou sentimental, campanhas filantrópicas, humanitárias ou de socorro. Podem ainda conter vírus, worms, ou outras pragas que infectarão o seu computador. Além de, no mínimo, fazer você perder muito tempo com coisa inútil.

Caso vocês queiram tirar a dúvida desta mensagem antes de perder seu precioso sono, visitem a página da NASA: http://www.nasa.gov/mission_pages/mars/news/mars-20090609.html.

Mas me façam um favor. Não percam tempo dando uma olhadinha no céu a meia noite e meia achando que eu posso estar errado. Acreditem, não estou!!

Have good dreams!! Sem qualquer two moons in the sky... A menos que você tome alguma coisa ilegal, aí, você poderá ver até mais do que duas moons ou, se tomar muito da "legal" também, dependendo da quantidade, ir morar por lá!

Beijos a todos os meus littles fools… (carinhosamente é claro!!)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

Links interessante...

Me esqueci!

Pesquise: http://www.nature.com/ e http://www.sciencemag.org/

Gripe Porcina é semelhante à pandemia de 1918 ou isso é somente marketing dos laboratórios, como alguns afirmam?

Escuto e leio em várias partes deste universo real e virtual que, tudo isso não passa de uma grande campanha dos laboratórios (principalmente da Roche, proprietária do, agora famoso, TAMIFLU). Que não adianta nada fechar as escolas, mas tarde vão quere fechar o país. Escuto também que a gripe comum ceifa, por ano, muito mais vidas do que essa nova gripe e ninguém faz nada a respeito.

O dia todo é patati, patatá e pataculá. Pitaco de todos os cantos, cores e sabores.

Pode até ser, mas li recentemente um artigo que falava sobre os aspectos da evolução humana. Era um texto sobre o mal que acomete grande parte da população mundial (senão 99,99%) chamado, romanticamente, de ansiedade. Nosso estresse de cada dia (como se isso não fosse um estado permanente, já que é uma continuação ansiosa do dia ansioso anterior e uma preparação ansiosa para o dia ansioso posterior). O importante desse artigo (infelizmente não me lembro onde li) foi mostrar que esta característica já está incorporada ao nosso DNA e que somos herdeiros da ansiedade de nossos antepassados, porém, só se herda alguma coisa de quem teve tempo de transmiti-la, pois os “não” ansiosos, calmos, tranqüilos e despreocupados, morreram e levaram consigo seus genes. (Agora fiquei mais ansioso. O Word me avisou que este texto tem 55 palavras e deveria ter somente 50 – De raiva, já enfiei mais um montão. Toma Word!)

Bom, minha avó dizia, “Mel e um chazinho não faz mal a ninguém e, se você não tomar vai acabar ficando doente”. Meu pai dizia, “mais vale dois na mão do que não ter mão para segurar. Epa! Não estou sentindo mais meus dedos”. Minha mãe ainda diz, “Você não pode ficar tão ansioso assim (como se ela fosse a madre Tereza), isso é um resfriadinho, toma aqui, dois paracetamol, duas aspirinas, e 60 gotas de dipirona. É melhor tomar tudo para não correr o risco”. Mas eu logo falo, “e a dengue?”. Rapidamente ela emenda, “então não toma a aspirina. É até melhor, aspirina dá úlcera e depois, da úlcera vem um câncer”. Saio de lá pensando nas milhares de “aspirinas” que já tomei na vida e, ela tinha razão, imediatamente meu estomago começa a doer! Mas, eu não tinha tomado aquelas aspirinas, mas e as outras milhares? Já passo mais uma noite de insônia.

Hoje ouvi um posicionamento diferente sobre a Gripe A e, de uma pessoa que me disse que achava besteira, também, esse negócio de fechar as escolas, porém, ela me informou que existe uma lógica nisso, pois segundo os estudos, a maior incidência de gripe está nas primeiras semanas do inverno. Ponto para a ansiedade!

Discutimos também sobre a incidência de a maioria dos casos estarem entre grávidas e adultos de 20 a 50 anos. Disse ela, exatamente o que alguns pesquisadores já falaram. Como temos traços nesse vírus iguais ao da Gripe Espanhola, na faixa de idade mais alta é provável que a carga de anticorpos seja mais forte, visto que, essa pandemia se deu há 90 anos e era muito provável que os pais dessa população tenham estado em contato com o vírus, ou com uma mutação menos virulenta e, certamente, transmitiram esses anticorpos para seus filhos, que estão agora, nessa faixa de idade.

Interessante esse posicionamento! As crianças possuem uma carga maior de anticorpos, pois além dos seus, carregam também os de suas mães. Ficam assim, mais suscetíveis, os adolescentes e adultos jovens. É, pode ser! Resolvi pesquisar mais um pouco.

Revisando os trabalhos sobre a Gripe Espanhola, descobri que em janeiro de 2007, a revista Nature publicou artigo onde pesquisadores disseram ter descoberto o mecanismo do porque a pandemia, que ocorreu em 1918-1919, em algumas regiões, até 1920, matou mais adultos jovens de 20 a 40 anos. Olha aí uma semelhança com nossa Gripe Suína.

No estudo com o vírus feito em macacos, o vírus se replicou rapidamente, causando problemas respiratórios, hemorragia e morte. De acordo com a pesquisa, liderada pelo japonês Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Tóquio e da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, o efeito fatal se deve a uma aberração na resposta imunológica inata.

“Os animais infectados acionaram uma resposta imunológica caracterizada pela desregulagem na resposta antiviral, que se mostrou insuficiente para a proteção, indicando que respostas atípicas podem contribuir para a letalidade”, escreveram. A violenta resposta destruiu os pulmões dos animais, que morreram em questão de dias.

“O estudo prova que o vírus de 1918 era realmente diferente de todos os outros tipos de vírus da gripe conhecidos”, a resposta imunológica inata, primeira linha de defesa do organismo, é ativada em horas ou mesmo minutos após a infecção, atuando diretamente contra o vírus ou estimulando inflamações. No caso da gripe espanhola, o problema foi o excesso de estímulo, que fez com que o sistema imunológico dos indivíduos infectados trabalhasse além da conta.

Isso quer dizer que o próprio organismo agravou o processo da infecção. Houve uma resposta violenta do organismo que levou a um ataque ao próprio sistema respiratório do infectado. Com o ataque das células imunes, os pulmões se encheram de fluido e os afetados morreram como que por afogamento em seus próprios fluídos. De acordo com o estudo, essa resposta imunológica violenta e fatal explica por que a maioria dos mortos na pandemia de 1918 era de jovens adultos, justamente aqueles que possuíam um sistemas imunológicos mais robustos.

“A estimulação excessiva da resposta imunológica inata pode ser danosa. Ela pode contribuir para a virulência de patógenos, causando excessiva infiltração dos tecidos pelas células imunes, resultando em destruição”, explicou Yueh-Ming Loo e Michael Gale Jr., da Universidade do Texas, em comentário sobre o estudo de Kawaoka e colegas na mesma edição da Nature.

Ou seja, quanto mais potente for o sistema imunológico, pior é o agravamento da infecção. A faixa etária em1918 estava entre 20 e 40 anos, hoje, os índices nos mostram uma faixa de 20 a 50. Ela deve ter aumentado, provavelmente, porque o adulto de hoje possui uma capacidade de saúde e expectativa de vida maior e melhor do que no início do século.

Isso foi publicado em 2007 e hoje estamos nos deparando com características semelhantes. Se formos pesquisar a fundo veremos que existem muitas semelhanças entre o que aconteceu em 1918 e o que acontece hoje. Não adianta tentarmos manter a saúde do infectado fortalecida já que é o próprio sistema imunológico que causa os maiores danos e, quanto mais potente for o organismo, piores serão os danos.

Vocês ainda acham que não é para ficar ansioso? Acham que isso pode ser uma gripinha qualquer? É certo que nosso sistema de saúde é muito melhor hoje, que os pesquisadores possuem muito mais equipamentos, conhecimentos e meios que não existiam no passado, mas relegar tudo isso a uma mera campanha de marketing ou uma preocupação infundada? Lembre-se que a Gripe Espanhola matou de 50 a 100 milhões de pessoas. A população era muito menor e a quantidade e facilidade de contatos entre populações de países diferentes, insignificante perto da globalização atual.

Lembro-os, também, que a Gripe Espanhola veio em três ondas e, a carnificina se deu na segunda fase, durou ao todo, quase 3 anos e foi a pior tragédia de saúde da humanidade, pior ainda que a peste negra.

Ainda acha que não é para ficar ansioso. São 6h00 da matina, tive um dia pesado hoje e não pisquei um olho a noite toda mas, espero poder dizer aos meus netos (e ao meu psiquiatra também) “O seguro, morreu de velho. Bem velhinho mesmo!!!”

Abraços a todos,

Matusalem

Estamos "marcados" para sempre?

Segundo os cientistas (virulogistas e imunologistas) que trabalham com cepas (cepa vem de cepo, pedaço, corte, parte, etc.) dos vírus H1N1 (inclusive o mesmo vírus responsável pela Gripe Espanhola), todas as ondas de gripe causadas pelo vírus Influenza, sazonais ou epidêmicas, são variações descendentes, diretas ou não, do mesmo vírus de 1918, identificado pela primeira vez nos EUA em 4 de maio do mesmo ano.

Tecnicamente, o vírus Influenza atual, possui algumas partes do mesmo vírus de 1918 e, sendo assim, também possuímos alguma imunidade contra esse vírus, já que, por replicação, neste caso, humana, também temos traços dos anticorpos de nossos antepassados.

O problema é a complexidade desse vírus, que possui grande possibilidades de combinações possíveis entre suas proteínas e, também, combinações seus sub-grupos de proteínas.

Um pouco de ciência:
O vírus da Influenza tem 8 genes (gene é uma fragmentação do DNA), dos quais, dois deles “codificam” (preparam, constroem, manipulam) proteínas virais de primeiro nível, chamadas de “proteínas de superfície” - Hemaglutina, o H e Neuraminidase, o N da codificação H1N1. Essas proteínas permitem que o vírus invada as células, misturem seu DNA com os dela, se repliquem e se espalhem para outras células. Existem 16 tipos de Hemaglutina e 9 de Neuraminidase, resultando em 144 combinações possíveis.

Deste total de combinações, somente três (identificadas por enquanto) têm total capacidade de infectar humanos H1N1, H2N2 e H3N2 (outras como o H5N1, por vezes podem infectar humanos). A gripe atual foi classificada como uma mutação do vírus H1N1.

Quem ressuscitou, avisou!

Em outubro de 2005 (4 anos atrás), ressuscitaram o vírus da Gripe Espanhola e, segundo eles, começaram a entender porque ele causou uma epidemia tão mortal com mais de 50 milhões de mortos (os números ainda podem ser maiores, pois China e alguns outros países nunca divulgaram seus números de mortos). Após essas descobertas, advertiram: “A pandemia pode se repetir”. (Artigos publicados na época nas revistas Nature e Science)

O pesquisador Jeffery Taubenberger, do Instituto de Patologia das Forças Armadas em Rockville, Maryland – USA, que encabeçou o projeto, havia informado na época, que esse tipo de trabalho era totalmente seguro e que os laboratórios utilizados para as pesquisas eram laboratórios especialmente desenvolvidos para isso.

Na mesma época, Julie Gerberding, diretora do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) - Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano, comentou que: “No futuro, um vírus influenza causará uma pandemia pior do que a Gripe Espanhola e isso, não é uma questão de – se -, e sim de – quando -“.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

VALE A PENA REGISTRAR!














Me deparei com o seguinte artigo no site do SINPRO-SP - http://www.sinprosp.org.br/

Em 29/07/2009, escrevi ao Sindicato, cujo qual sou um dos sócios:

Mensagem:
A posição do SINPRO com relação ao adiamento do início das aulas é perigosa e inconsequente. Se a OMS e o Ministério da Saúde indicaram tal medida, quem no Sindicato, se julga mais competente para ir contra tais recomendações? Se uma, apenas uma faculdade tiver um surto de H1N1, o sindicato poderá ser responsabilizado civil e juridicamente. Será que esse posicionamento não deveria ser revisto?

Recebi a seguinte resposta de: advogados@sinprosp.org.br
From: advogados
To: nel@usp.br
Sent: Thursday, July 30, 2009 10:50 AM
Subject: RES: [SINPRO-SP] Sugestões


Prezado Professor,

A diretoria do Sindicato dos Professores considera que o adiamento do reinício das aulas em razão do surto da gripe H1N1 é uma medida cujos efeitos podem ser opostos aos da prevenção da saúde dos estudantes. Em primeiro lugar, porque não há, por parte das autoridades, qualquer segurança de que a previsão do retorno às atividades letivas será possível tanto quanto não se sabe sobre quando se dará o recuo da disseminação da gripe. Em segundo lugar, porque as escolas não são os únicos ambientes de convívio coletivo dos jovens: seria preciso, para que a medida fosse conseqüente, que todos os demais espaços freqüentados pelos estudantes também fossem igualmente fechados ao público: cinemas, teatros, clubes, danceterias, shoppings etc.

A manifestação do SINPRO-SP vem a propósito dos insistentes rumores surgidos depois que a Secretaria da Educação de São Paulo suspendeu as aulas na rede pública, rumores que acabam se espalhando por todo o sistema de ensino, inclusive o privado. Para a diretoria do Sindicato,
o funcionamento normal das escolas pode servir como recurso de prevenção sanitária, já que é na escola que os estudantes podem estar mais protegidos em razão das orientações que recebem. Além disso, o adiamento indefinido do reinício do semestre pode gerar uma
desorganização de natureza didático-pedagógica que em nada contribuiria para a tranqüilidade social.

Amanhã haverá uma reunião entre o Sindicato da categoria profissional e o Patronal, assim depois das deliberações teremos um novo posicionamento.

Atenciosamente,

Advogados

SINPRO - SP

... nada mais do que o repeteco que já estava escrito no artigo completo!

Respondi ao advogados@sinprosp.org.br:


Obrigado pelo retorno!

Concordo em parte com o posicionamento abaixo, mas tenho que lembrá-los que o assunto evidenciado na mídia está intimamente ligado as instituições de ensino e após a determinação havida nas universidades estaduais, FATEC´s, escolas públicas estadual e municipal e, algumas particulares, o foco se intensificou nesse grupo, inclusive, segundo as estatísticas, o público mais afetado é aquele que está na faixa de idade de nossos alunos do curso superior e, professores, é claro!

Ninguém está se preocupando com cinemas, teatros, clubes, metrôs, etc., e nesse ponto, concordo com o posicionamento do SINPRO sobre ser inócua a atitude tomada pela Secretaria de Saúde, no que tange a prevenção sanitária generalizada, porém, caso qualquer instituição de ensino venha a apresentar um caso sequer, envolvendo alunos ou professores, infelizmente, não irá interessar para população e, principalmente, para a mídia, se a contaminação se deu em cinemas, teatros, ou qualquer outra forma de aglomeração. Com certeza, a culpa será arcada por aqueles que não cumpriram as orientações de saúde dos órgãos competentes.

Sinto que o SINPRO poderá ser responsabilizado por não ter adotado as medidas cabíveis antes dos acontecimentos e pelas probabilidades, que são exponenciais, é certo que algum tipo de contaminação ira ocorrer nos próximos meses.

Além do mais, as salas de aula e laboratórios não estão preparadas para isso e são extremamente mal ventiladas. O ar, normalmente, já é intragável e extremamente viciado em dias normais, imaginem no inverno, onde todas as janelas são fechadas. Somente quem convive com isso todos os dias pode ajuizar tal posicionamento. A quantidade de alunos por sala está cada vez maior e, os professores com carga horária completa, estão em contato, na média, com mais de 1.000 diferentes alunos por semana. É algo que realmente precisa ser levado em conta.

Enfim, não acredito que tal procedimento venha a gerar uma desorganização de natureza didático-pedagógica, é muito improvável que isso aconteça e, ainda mais no início do semestre letivo e, mesmo se assim fosse, há muitas alternativas para se evitar isso, inclusive, para que não seja necessária a reposição de aulas presenciais.

Como professor, preocupo-me com o risco que envolve a minha saúde e a dos meus pares, e isso, deveria ser papel principal do SINPRO, já que a entidade patronal das instituições de ensino, liberou para que cada uma fizesse o que achasse melhor.

Já que haverá uma reunião entre as duas entidades de classe, solicito que o relato acima seja estudado e avaliado. Tanto para evitar qualquer responsabilidade social, civil e judicial das instituições de ensino, como, e principalmente, da nossa entidade de classe, já que, como relatado acima, por causa da grande quantidade e diversidade de contatos, nós professores, somos aqueles que correremos maiores risco.

Agradeço novamente a atenção.

Atenciosamente,

Nelson Barbosa Jr.
email: nel@usp.br
(11) 9800.2222

Adivinhem qual foi a resposta? Nada... Até o momento, nada...

Pelo contrário, eles ainda "batem" na mesma tecla!

Agora, depois da nova publicação, estou certo que o SINPRO não influenciou (ou influenciou ao contrário) a decisão de adiar o início das aulas adotadas pelas Universides e outras instituições de ensino.

Hoje, o artigo era:

Respeitar o calendário, sem reposição de aulas

A diretoria do SINPRO-SP entende que a melhor solução para os problemas criados com o adiamento das aulas é o respeito ao calendário aprovado pelas escolas no início do ano, sem necessidade de reposição. A proposta será apresentada em reunião na próxima terça-feira entre a Federação dos Professores do Estado (FEPESP) e o sindicato das escolas e deverá ser levada ao Secretário da Educação.

A situação de emergência decorrente da ameaça de proliferação da gripe H1N1 e a recomendação de adiamento do reinício das aulas feita pelo SIEEESP às escolas particulares criou uma série de efeitos cujas piores consequências podem se traduzir na desorganização generalizada do semestre letivo, com prejuízos para os estudantes e para os professores.

A posição do SINPRO-SP, que foi contrário ao adiamento do reinício das aulas por entender - com base na opinião de especialistas (leia aqui uma dessas manifestações) - que a medida é pouco significativa do ponto de vista da saúde pública, busca agora defender os interesses dos professores, que também devem preservar seus direitos. Na verdade, agindo unilateralmente como agiu, o Sindicato patronal criou para toda a comunidade escolar um problema cuja solução não pode ser de exclusiva responsabilidade de nossa categoria.

... e eu lá estou preocupado em repor ou não repor as aulas!!! Estou preocupado com a minha saúde e a saúde do pessoal com quem eu convivo, sejam eles estudantes ou professores!!

Acho que ninguém entendeu, ou não quis entender, o que eu disse (mesmo estando por escrito) e, sinto muito, se eu tiver que desenhar para que eles me entendam, será uma enorme decepção!

Se alguém achar que o meu texto está assim, tão intelegível, por favor, me avisem. Ou eu mudo meu estilo literário, ou vou ter que fazer um curso de desenho!!

Se como sócio não sou ouvido, PAGO SINDICATO PARA QUE??? Acho que vou ter que me candidatar nas próximas eleições!!

Ei pessoal, esse sindicato é dos professores, ou não??





segunda-feira, 3 de agosto de 2009

OLHA A PORCA AÍ GENTEM!!! CUIDADO!!!

INFORMAÇÕES E RECOMENDAÇÔES SOBRE A INFLUENZA A (H1N1)

Conforme alertado pelo Ministério da Saúde e agora, revalidado pela OPAS (Organização Panamericana de Saúde) e, segundo a análise epidemiológica sobre faixa etária acometida pelo vírus H1N1, a faixa mais atingida é aquela que vai de 20 a 49 anos (63,2% dos casos), ou seja, justamente a faixa de idade dos alunos universitário e, principalmente, professores.

Essa análise foi avaliada sobre os dados dos 1.175 casos confirmados para influenza A (H1N1) e sem levar em conta os 8.328 casos suspeitos reportados.

Além disso, a análise dos casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave evidencia que esse quadro é mais freqüente em mulheres (55,72%).

Até 22 de julho, quando foi realizada essa análise, o Brasil registrava 29 óbitos de pacientes com infecção pelo vírus influenza A (H1N1). Destas, 11 são do Rio Grande do Sul (37,93%), 12 de São Paulo (41,37), 5 do Rio de Janeiro (17,24) e 1 do Paraná (3,44%). Infelizmente, os dados de hoje ainda não foram computados, mas estavam em 1.566 com 56 mortes no último boletim (31/07/2009) que é emitido agora, todas as sextas-feiras, porém, já foi relatado pelas secretarias de saúde estaduais, mais 20 casos de óbitos pelo vírus H1N1.

Esclarecimentos:

O que é Influenza A/H1N1 (gripe suína)?

É uma doença transmitida por um novo tipo de vírus da mesma família que transmite a gripe com nome de Influenza A/H1N1 e não mais gripe suína.

Como é transmitida a Influenza A/H1N1?

É transmitida de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirro, gotículas respiratórias com uma incidência maior no perímetro de, aproximadamente, um metro, principalmente em locais fechados. Algumas pessoas podem se infectar entrando em contato com objetos contaminados (canetas, lápis, lapiseiras, isqueiros, maçaneta de portas, lenços, papel contaminado, objetos pessoais, etc.). O vírus pode sobreviver no ambiente de 2 a 8 horas. Não há registro de transmissão do novo subtipo da Influenza A/H1N1 por meio da ingestão de carne de porco ou produtos derivados.

O que é transmissão sustentada?

Significa que o vírus já circula livremente no Brasil, sendo transmitido de pessoa para pessoa, sem que uma delas tenha viajado para países infectados ou tenha convivido com indivíduos contaminados.

Quais são os sintomas da Influenza A/H1N1?

São sintomas semelhantes aos da gripe comum: febre alta repentina e tosse, mas em alguns casos também podem aparecer: dor de cabeça e no corpo, garganta inflamada, falta de ar, cansaço, diarréia e vômitos.

Quais são os sinais de agravamento?

Aparecimento de falta de ar, dores no peito, tontura, confusão mental, fraqueza, desidratação. Crianças pequenas podem ter batimento de asa do nariz (dificuldade respiratória) e se recusar a ingerir líquidos.

Qualquer pessoa pode pegar a Influenza A/H1N1?

Qualquer pessoa pode ser contaminada e com qualquer idade, porém, aquelas que correm maiores riscos estão na faixa etária de 20 a 49 anos, que possuam algum problema de saúde ou baixa resistência. Além do mais, segundo os estudos, a maior complicação está em idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para Aids), e também pessoas com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

Se surgirem sintomas como febre alta (maior do que 38°C), tosse, dor de cabeça, dor no corpo, garganta inflamada, procure um serviço de saúde. O médico avaliará se você é um caso suspeito ou apenas um caso em que deve ser acompanhada a evolução dos sintomas.

Qual é o tempo de incubação?

3 a 7 dias é o tempo para aparecerem os sintomas depois da infecção. O contágio de outras pessoas aparece até 7 dias após o início da doença.

Se eu pegar a doença, tem tratamento?

Sim, existe remédio por via oral, indicado pela OMS que combate o vírus da Influenza A/H1N1. Outras medidas como repouso, ingestão de líquidos e boa alimentação podem auxiliar na recuperação da sua saúde. Ainda não temos uma vacina contra a Influenza A/H1N1. Os grandes institutos de pesquisa do mundo já estão trabalhando na produção de uma vacina. Os pesquisadores acreditam que será possível ter uma vacina para a Influenza A/H1N1 ainda em 2009.

Quais os critérios de utilização para o Tamiflu?

Apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o Tamiflu. Os demais terão os sintomas tratados, de acordo com indicação médica. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento, assim como já foi registrado no Reino Unido, Japão e Hong Kong. É importante lembrar, também, que todas as pessoas que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com o Tamiflu.

Qual o critério para receber o medicamento?

O medicamento somente será dado, sob orientação médica, aos pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas. Também requerem avaliação do médico para indicação de tratamento o chamado grupo de risco, composto por idosos, menores de 2 anos, gestantes, pacientes imunodeprimidos ou com doenças crônicas.

ALERTA: Ninguém deve tomar o medicamento sem indicação médica. A automedicação pode mascarar sintomas, retardar o diagnóstico e até causar resistência ao vírus.

ATENÇÃO: Quem deve fazer o exame para saber se pegou a gripe?

A confirmação por exame laboratorial será feita somente nos casos graves ou em amostras, no caso de surtos localizados. Não serão mais realizados exames em todas as pessoas com sintomas de gripe.

A vacina contra gripe comum protege contra a influenza A (H1N1)?
Não há, até o momento, nenhuma evidência de que a vacina contra gripe comum proteja contra gripe do vírus A (H1N1).

É preciso usar máscaras?

Não. O uso de máscaras é indicado somente para profissionais de saúde que estejam lidando com a Influenza A e outros tipos de virose, ou aqueles que estejam no grupo de risco e tenham contato com muitas pessoas no seu dia-a-dia. No caso da utilização de máscaras, estas devem ser descartadas após seu uso em recipiente apropriado. Não reutilize mascaras cirúrgicas, pois as mesmas podem estar contaminadas após seu uso. A máscara indicada para contato com pessoas suspeitas é o modelo N95 ou, segundo as normas brasileiras, máscaras de proteção PFF2.

O que eu devo fazer se tiver dúvida sobre ter contraído a Influenza A/H1N1?

Para proteger as pessoas próximas: Cubra sempre o nariz e a boca quando espirrar ou tossir. De preferência a utilização de máscaras cirúrgicas. Lave as mãos com freqüência com água e sabão porque você pode ter tocado uma superfície contaminada por uma pessoa infectada e ao levar as mãos à boca ou olhos pode se infectar. (o uso de álcool-gel 70% deve ser utilizado quando não se tenham água e sabão para lavar-se (não utilize toalhas para enxugá-lo, deixe que o álcool seque normalmente). Evite aglomerações ou locais pouco arejados. Mantenha uma boa alimentação e hábitos saudáveis.

Os hospitais estão preparados para atender pacientes com a Influenza A (H1N1)?

Atualmente, o Brasil possui 68 hospitais de referência para tratamento de pacientes graves infectados pelo novo vírus. Nestas unidades, existem 900 leitos com isolamento adequado para atender aos casos que necessitem de internação. Todos os outros hospitais estão preparados para receber pacientes com sintomas leves de gripe.

O que posso fazer para evitar a influenza?

Alguns dos exemplos de cuidados para a prevenção e controle de doenças de transmissão respiratória são:

. Lavar as mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz).

. Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com quaisquer superfícies.

. Usar lenço de papel descartável.

. Proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar.

. Orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas).

. Evitar aglomerações e ambientes fechados (deve-se manter os ambientes ventilados). É importante que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar, pois estas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias.

. Restrição do ambiente de trabalho para evitar disseminação.

. Recomenda-se que seja evitada a permanência por longo período em lugares públicos fechados ou com deficiência de circulação de ar e grande concentração de pessoas.

.Não há indicação para uso de máscaras indiscriminadamente. A aplicação de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é recomendada em ambientes de atendimento médico, na presença de indivíduos considerados “suspeitos”, ou por pessoas que trabalham em contato com grande quantidade e diversidade de pessoas.

. Hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.


OUTRAS INFORMAÇÕES

Disque Saúde: 0800-61-1997

Sites oficiais nacionais:
Ministério da Saúde
www.saude.gov.br
Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS)
www.saude.gov.br/svs
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
www.anvisa.gov.br
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br

Sites oficiais internacionais:
Organização Mundial da Saúde (em inglês)
http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html
Organização Panamericana de Saúde (em espanhol)
http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es
Governo dos Estados Unidos da América (em inglês)
http://www.cdc.gov/swineflu/?s_cid=swineFlu_outbreak_001
Governo do México (em espanhol)
http://portal.salud.gob.mx

Endereços com informações específicas:
Portal sobre Influenza do Ministério da Saúde
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534
Informações aos viajantes na Anvisa
http://www.anvisa.gov.br/viajante